07/06/2011

Ao Principe do Meu Negu

BXK32456_lagrima800[1]Choro… hoje choro, mas levo comigo um sorriso pois já chorei em demasia… como diria a música. Mas meu choro de outrora fora triste, o presente é de alegorias no peito, que freneticamente não tem palavras pra escrever, só deixa que os dedos tentem buscar a alegria em forma de palavras pra deixar claro a felicidade que hoje tenho em mim… Vivendo coisas que inimaginavelmente sonhei que iria passar, hoje sendo acalentadas por palavras simples, sutis coisas do dia-a-dia de uma existencia outra, perfazente a minha… vejam como chorei:

Você me vinha repentinamente e repetidamente durante o dia, matando e recriando a minha saudade. A todo momento pensava: Como está ele, como está ele? Querendo envolver-lhe por completo com meus braços de modo a protegê-lo, abrigá-lo, esquentá-lo. Confortar-te, fazendo-o fechar os olhos e esquecer de tudo.

Aquele rosto lindo, aquele sorriso estonteante e espontâneo, que me faz abraçar o ar que se finge de ti,tudo em ti me cativa, me causa desejo, desejo de cuidar, de me deixar ser cuidado; desejo de tocar, sentir, respirar, beijar, encostar, olhar, morder, apalpar, amassar, descabelar, e até o desejo egoísta de ter-te só para mim e doar-me só para ti.

Eu me flagro encostando o rosto levemente por sobre a superfície de qualquer coisa, de olhos fechados imaginando que você se disfarça em cada objeto: a esponja de banho, a minha própria mão que desliza meu peito, o teclado em que escrevo agora, a água quente do chuveiro que me percorre por inteiro, a toalha macia, o travesseiro...todos eles já se passaram por ti, na tentativa de ilustrar o inédito que é, para mim, de sentir o singelo contato do alguém mais esperado. O contato mais aguardado, pelo qual meu desejo encontrava-se adormecido, à espera daquele que o acordasse. Agora ele está aceso, vivo, despertado. Alguém o acordou: foi você quem o fez.

               Eu imagino tuas mãos, lindas, com um toque carinhoso, com dedos suaves. Quero beijá-las, sentí-las pelo rosto, respirá-las fundo. Quero vê-las entrelaçadas às minhas, dedo à dedo em união e sincronia. Quero enroscar minhas pernas às tuas, prendê-las às minhas, sentindo o pêlo quente que lhe cobre o corpo. Abraçar-lhe forte pelas costas, apoiando minha cabeça sobre teu ombro, beijando-o, aos beijos que causam estalidos.

Com apenas o que já imaginei, somando ao que senti,em poucas horas que estive contigo é simplesmente impossível, negar a tua importância na minha vida e pensar que ela será a mesma depois do nosso domingo.

Calma, serenidade e a paciência são virtudes amigas minhas e farei muito bem o uso delas enquanto me desespero de saudades tuas.

Um beijo bonito e carinhoso na tua testa; outro na boca; mais um no coração.

(Nego)

Obrigado Neguinho, por me fazer sentir novamente minha existência neste mundo…

Te amo

27/05/2011

Metas

Atuais photos 162Ver quando meu desejo se expõe em minhas mãos ardendo…Sentir o suor correr com sabor de vitória, ver as mãos vermelhas com dor de riso… ouvir o sor do ranger dos ossos como música de ninar, sentir os elogios na pele como como sol nascente de fim de inverno; início de verão…não saber quando vem o diamante em meio a água suja é gratificante cada dia…começando do zero todos os dias, como se o amanhã não viesse, adoro minha vida, amo minhas veias pulsando cada sentimento me dando medo de um sim, para depois eu vibrar…

Amo minhas metas, meus sonhos…já realizados… com cada sorriso meu…

Sinto muito… me perdoe…sou grato e eu te amo!

 

(NarCícero Naascimento)

30/04/2011

Nascer de Novo

Oticas diversas 011Nascer: findou o sono das entranhas.
Surge o concreto, a dor de formas repartidas.
Tão doce era viver, sem alma,
no regaço do cofre maternal, sombrio e cálido.
Agora, na revelação frontal do dia, a consciência do limite,
o nervo exposto dos problemas.
Sondamos, inquirimos sem resposta:
Nada se ajusta, deste lado, à placidez do outro?
É tudo guerra, dúvida no exílio?
O incerto e suas lajes criptográficas?
Viver é torturar-se, consumir-se à mingua de qualquer razão de vida?
Eis que um segundo nascimento, não adivinhado,
sem anúncio, resgata o sofrimento do primeiro, e o tempo se redoura.
Amor, este o seu nome.
Amor, a descoberta do sentido no absurdo de existir.
O real veste nova realidade, a linguagem encontra seu motivo
até mesmo nos lances de silencio.
A explicação rompe as nuvens, das águas,
das mais vagas circunstâncias:
Não sou eu, sou o outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro álguem estou nascendo.
A minha festa, o meu nascer
poreja a cada instante em cada gesto meu
se reduz a ser retrato, espelho,
semelhança do gesto alheio aberto em rosa.
P.S.

 

(Carlos Drummond de Andrade NarCicerando rsrs)